Entenda a importância dos exames para prevenção do câncer colorretal
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O câncer colorretal consolidou-se como o segundo tumor mais comum entre homens e mulheres no Brasil, atingindo com maior frequência pessoas acima dos 50 anos. Especialistas da Faculdade de Medicina da USP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) alertam que a prevenção primária está diretamente ligada ao estilo de vida. Estima-se que, em cerca de 80% das vezes, a doença decorra de hábitos não saudáveis, como o sedentarismo, o tabagismo, o consumo de álcool e uma dieta pobre em fibras e rica em gordura animal.
A obesidade é apontada como um dos principais fatores de risco, pois provoca uma inflamação crônica no organismo que favorece o surgimento de pólipos — pequenas verrugas na parede intestinal que podem sofrer alterações genéticas e se transformar em tumores. Um dado preocupante revelado pelo Icesp indica que 70% dos casos atendidos na instituição chegam em estágios avançados. A falta de detecção precoce dificulta o tratamento, tornando essencial a atenção aos sinais de alerta emitidos pelo corpo.
Sintomas como sangramento nas fezes, dores abdominais e alterações súbitas no hábito intestinal — como passar de um quadro de constipação para diarreia ou vice-versa — devem ser investigados imediatamente. O afilamento das fezes e a sensação de evacuação incompleta também são indicadores importantes. Médicos reforçam que o sangramento nunca deve ser ignorado ou atribuído apenas a hemorroidas sem uma avaliação técnica, já que o diagnóstico tardio é o maior dificultador da cura.
A estratégia de rastreamento é a forma mais eficaz de prevenção secundária. Recomenda-se que indivíduos a partir dos 50 anos realizem anualmente o exame de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, o paciente deve ser submetido à colonoscopia. Este procedimento é fundamental porque, além de diagnosticar a doença, permite a retirada de lesões pré-cancerígenas no mesmo momento, eliminando a necessidade de intervenções mais agressivas no futuro.
A eficácia do diagnóstico precoce é comprovada por números: em estudos realizados pelo Hospital das Clínicas, mais da metade dos tumores identificados em pacientes assintomáticos durante o rastreamento pôde ser ressecada durante a própria colonoscopia. Manter uma rotina de exames preventivos e adotar uma alimentação equilibrada continuam sendo as defesas mais eficientes contra o câncer colorretal, que hoje responde por aproximadamente 10% de todas as mortes por câncer em nível mundial.
Fonte: Agência SP.
Foto: Divulgação/Saúde.



